quarta-feira, 1 de junho de 2016

Feriado 26 Maio - Regresso a um amor antigo

Em 2013 estive lá... Poderia chamar crónica ou relato, mas acho que o termo correcto é comédia... Podem ler aqui.

No entanto, este ano a Gralheira e o Montemuro não se riram de mim. Tinha guardada esta no bolso desde 2013. Conjugando um feriado e a agenda aberta pela manhã, lá fui conhecer o Montemuro by Mingus...

A saída acontece a partir da Escola Básica EB2,3 de Cinfães e leva-nos até ao Rio Bestança. A partir daí é praticamente sempre a subir até ao Planalto da Gralheira... Mas antes disso temos passagens lindíssimas sobre o Rio Cabrum, com uma parede após a pequena barragem, a qual apelidei de Muro di Cabrum. o GPS parou aos 21,6% de inclinação mas a constante era entre os 17 e os 19%. Associar isto a um piso de gravilha com pedaços de alcatrão foi do melhor (para rebentar as costas).

barragem sobre o Rio Cabrum

albufeira do Rio Cabrum

ponte sobre o Cabrum

A chegada ao Planalto da Gralheira é sempre momento de regozijo. Neste caso porque tínhamos terminado mais de 35kms de subida faseada mas constante. Depois porque as vistas não nos deixam indiferentes. Considero este local como um dos mais mágicos que visitei. As fotografias não fazem jus ao que vemos no local.





Após nos deslumbrarmos pela paisagem, lembro-me que a hora avança e tenho timmings a cumprir, assim como em 2013, por motivos diferentes e agora muito mais descansado. Estou no rumo certo, no sentido correcto, dentro do horário estimado e com muito mais forças para despender.

A viagem segue-se em direcção à N2 com passagem pelo Mezio e antes de chegar a Castro d'Aire temos que nos fazer à subida final deste trajecto que nos levará até às portas do Montemuro. A meio passo por cruzamentos que nos indicam Sobradinho ou Faifa (subidas bem duras para o Montemuro). Hora de colocar os motores em piloto automático, apreciar a escalada aos 1200 metros de altitude na cadência que nos é mais confortável.

À chegada ao alto temos as portas do Montemuro, o Douro ao fundo, de um lado a Freita e do outro o Marão. Uma vista sempre deslumbrante.





Duas de letra com a senhora do café da estação de serviço, um café e uma nata, duas de letra com um casal idoso francês que contemplava o Douro e toca a descer até Cinfães para terminar uma manhã de luxo, sem incidentes, sem avarias, sem furos. Só com paisagens de cortar a respiração, companheirismo, sofrimento e um punhado de pedaladas.

Um imenso obrigado ao Pedro Brochado pela companhia na matinal passeata.

Um muito obrigado ao Mingus por ter desenhado tão belo percurso em 2013.

Deixo-vos por cá o trajecto caso o queiram fazer:


segunda-feira, 2 de maio de 2016

PORTO Cycling Team || Ataque ao Nariz do Mundo edição 0

Antes de mais pretendo deixar assente que pretendo fazer um relato da perspectiva de participante no passeio em questão e não como organizador.

Portanto, em momento algum irão ler palavras referentes a isso.

O objectivo deste evento era dar a conhecer à equipa (e quem se juntasse a nós) a Adega Regional Nariz do Mundo. O segundo objectivo directo era oferecer um jersey PCT ao Sr. João (dono da adega). O objectivo preliminar era sem dúvida ter um grande dia de ciclismo entre amigos.

Dadas as circunstâncias do dia (participantes e horas a cumprir relativas ao almoço) optamos por abandonar o plano A do dia, que nos contemplava com 136kms e 3100 de AC+. Assim, optamos por uma espécie de plano C. 115kms e 2600 de AC+. A dureza estava lá... era tudo uma questão de números.

A partida dava-se por volta das 8:30 da própria Adega Regional. A meteorologia não estava nada nada meiga. Frio, chuva e nevoeiro. As previsões tinham nos enganado grandemente. Mas depois de encher o peito de coragem e a foto da praxe, lá seguimos com o plano. Arrancar em direcção à R311, Salto e Venda Nova.

Uma primeira tentativa...


Ah pois.... faltava ligar e configurar os gadgets todos...


E agora sim... A foto de grupo e a partida em direcção à 311.



Depois de entrar na ER311, exceptuando uma ou outra subida pequena, a descida é muito rápida até Venda Nova, onde somos logo brindados por aquilo que o Gerês mais tem... ÁGUA!


Entrando na N103, o percurso faz-se no tradicional serpentear junto ao Rio Cávado até chegarmos ao local onde teríamos que cortar em direcção a Cabril, com passagem pelo estaleiro onde se fazem as obras da barragem de Venda Nova.





Descer descer e descer em direcção a Cabril... bem e tudo o que desce... nós já sabemos!!! Dei a oportunidade do pessoal poder tirar os impermeáveis e os corta ventos sobre a hedge que vai começar a subir. E muito...












Upa upa a coisa aqueceu... Felizmente depois de 2kms a 12% de inclinação média, chegávamos a Pincães para fazer uma das descidas mais bonitas que fiz. Descida essa até às cascatas do Tahiti. 






Mas uma vez mais, as leis da física são terríveis. Tudo aquilo que desce, também desce. E diga-se que no Gerês sobe e desce muito. Só que nota-se mais a subir.

A saída das Cascatas do Tahiti é simplesmente terrível. 1km a 14% de inclinação média.

Diga-se que se Cabril - Pincães não tinha feito feridos, esta já os fez.






Finalizada esta subida violenta, passagem pela pitoresca aldeia de Ermida para descermos em direcção à Vila do Gerês.



Depois disto, descer até às pontes de Caniçada e começar a subir as Cerdeirinhas. Bem posso dizer que após duas subidas tão violentas, as Cerdeirinhas e os seus 7kms a 6% de inclinação média parecia manteiga.

Após essa subida, entrar novamente na N103 e cortar de imediato em direcção a Vieira do Minho e Ermal. 

Zig zaguear junto à Albufeira da Barragem do Ermal e que lindo este sítio. Sem dúvida digno de nota e de apreciação.

Entramos na N205 em direcção a Cabeceiras de Basto onde tivemos a oportunidade de tomar um valente banho antecipado. E que grande banho... Ir ao Nariz do Mundo e não passar de um tempo primaveril para Inverno intenso, não é ida ao Nariz do Mundo. Descida de temperatura, chuva, vento, frio... Deu para estourar com os que já estavam mais juntos. Curiosamente fez-me reavivar e ganhar força para enfrentar a última subida. Cabeceiras - Nariz do Mundo...

Aqui chegou o momento de apontar o meu ritmo, de cadência constante e sem ir ao choque. 

A sensivelmente a meio da subida tive a ajuda mais preciosa que me podia aparecer. O Rui Abrantes, que fez o plano A tinha parado para alongar um pouco e tive a oportunidade de seguir na roda dele. 

Esta roda fez-me aumentar um pouco o ritmo mas curiosamente não me senti mal com esse aumento de ritmo. Aumento esse que permitiu apanhar o Sandro Rato e o Eduardo um pouco mais à frente, antes do corte para Lodeiro Darque.

Depois deste corte, foi desligar o motor e seguir em piloto automático até à Adega. 

Bem...... o banhinho soube maravilha. E o almoço???? Esse eu não comento, venham experimentar...




A oferta prometida...


No final satisfeitos em sentido físico e emocional, despedimo-nos com um até já deste repasto ciclístico e não só.

Estou muito grato pela presença de todos. Todos aqueles que alimentaram o desejo de trazer a equipa a este recanto que ainda não estava tão bem explorado por nós.

E estou grato por ter um grupo de amigos, não um grupo de ciclistas.

Um muito obrigado ao Paulo Lobo pela ajuda na preparação da logística e no empréstimo do seu veículo para carro de apoio.

Um muito obrigado ao Jorge e ao Vitor por terem partilhado este dia connosco a fim de nos dar apoio em todos os sentidos.

Igualmente um obrigado a estes pelas imagens capturadas, assim como o Sandro Rato pelo mesmo efeito.





  

A volta:

  

Fica desde já o desejo de lá voltar em breve, ou seja, na edição 1 do ataque ao Nariz do Mundo. 

Acesso ao álbum completo no Facebook da equipa.